14 de dez. de 2010

Como fazer paredes de pneus



Paredes com pneus velhos


Nas montanhas altas e frias do Chile alguns residentes acharam um meio de construir uma casa que é barata e confortável. O material de construção usado foi pedra local (prontamente disponível), pneus reciclados (também prontamente disponíveis e grátis), vigas de madeira e uma quantia pequena de cimento. Sendo feita de material reciclado a construção de paredes com pneus reciclados é ideal para pessoas que têm acesso a poucos recursos, mas podem dispor de mais tempo para construir a própria casa.



AS VANTAGENS DA CONSTRUÇÃO COM PNEU RECICLADO:


  • Saúde pública: a disposição de pneus velhos é de interesse e importância para a saúde, especialmente em áreas tropicais onde os pneus rapidamente podem criar ambientes favoráveis para proliferação de mosquitos. Incorporando os pneus na construção, este problema será totalmente evitado.
  • Contaminação da atmosfera: um método comum de disposição dos pneus é a queima dos mesmos. Esta prática não é oficialmente permitida por causa da contaminação severa da atmosfera, entretanto ainda é uma prática comum, pois evita a criação de mais habitat de mosquitos, especialmente em áreas onde a Febre Amarela e a Dengue apresentam sérios problemas de saúde. Novamente, o uso de pneus dentro das paredes de edifícios evitará tal problema.
  • Baixo custo: sendo feita essencialmente de terra e material que normalmente será jogado fora, a estrutura principal da casa será eficiente e de baixo custo. Entretanto, o método exigirá trabalho intensivo. Uma solução ideal para comunidades com baixo acesso de
    recursos.
  • Estruturalmente forte e flexível: as paredes grossas são compostas de pneus enchidos com terra e socadas até que os pneus comecem a se deformar. Camadas subseqüentes moldam esta deformação, formando um cadeado mecânico poderoso. Além do mais o peso das paredes criará uma estrutura forte e estável. Paredes retas são fáceis de construir, mas com este método de construção, paredes circulares ou curvas serão igualmente simples e fáceis de construir.

MÉTODO BÁSICO DE CONSTRUÇÃO

As paredes têm muito contato com a terra devido a sua largura. Se a terra local for basicamente estável, não será necessária a utilização de fundações de concreto. As filas iniciais de pneus podem ser colocadas diretamente na terra (menos vegetação!).


Cada pneu será cheio com terra e esta será compactada dentro de toda cavidade do pneu. Este enchimento continuará até os pneus começarem a se deformar e se expandir (para cima). Os pneus das filas de cima serão cheios até se deformarem e se encaixarem uns nos outros,
criando uma ligação mecânica forte dentro das camadas subseqüentes.

Para criar uma superfície mais lisa e evitar o consumo excessivo de massa no enchimento das lacunas entre os pneus.Uma camada final de gesso pode produzir uma superfície lisa e limpa.
Baixe o Manual de Construção de Paredes de Pneu no link abaixo:

6 de nov. de 2010

Piscinas Biológicas

Imagem site Terra


Já reparou alguma vez na quantidade de químicos que são adicionados na água de uma piscina convencional? A filosofia é matar todas as bactérias ou seres vivos da água.
Mas existe outra forma. Numa piscina biológica são usados processos naturais para manter a água com a qualidade balnear, não tem o odor dos químicos e não provoca irritações na pele nem nas vias respiratórias.
Mas o espaço para nadar numa água natural não é o único benefício duma piscina biológica, pois o seu aspecto sem ruído semelhante a um lago integra-se com a paisagem mantendo todo o ano um aspecto natural.
A piscina biológica é a alternativa a piscina convencional sem nenhum tratamento químico. O resultado é uma área de banho serena sem barulho de motores e ao mesmo tempo um espaço como um lago ou jardim aquático.


ECOSSISTEMAS


As piscinas biológicas são um ecossitema fechado. Em substituição duma circulação mecânica a piscina oxigena, regenera e limpa a água através das plantas que se estabelecem na zona de regeneração independente da zona de banho devido a uma parede subaquática de divide as duas áreas.
Na área de regeneração a água é mantida biologicamente pura atravéz das plantas e de micro organismos que absorvem materiais em decomposição e bactérias e convertem estes em biomassa. As plantas aquáticas necessitam desta substância nutriente para o seu crescimento providenciando assim uma água limpa.
Nestas condições não se estabelecem colônias de micro organismos perigosos.
Todas as piscinas biológicas têm um compartimento para a natação e uma parte para as plantas.


VIDA SELVAGEM


É devido a esta separação, os utilizadores não estarão em contato com as plantas, no meio das quais os pequenos animais tais como as rãs poderão encontrar refúgio.
Sendo esta piscina uma cópia do que podemos encontrar na natureza, é normal que ela contenha organismos da micro-fauna e outros animais úteis ao seu funcionamento, tornando-a assim também num sítio de observação e descoberta.


QUALIDADE DA ÁGUA


A qualidade da água tem uma relevância especial. O desenho da piscina é orientado para que a depuração da água se faça de um modo consistente e de tal modo que após o primeiro ano com a robustez das plantas aumente significantemente.


SAÚDE


Numerosos usuários realçam o contato com uma água pura, livre de químicos e substâncias irritantes para a pele muitas vezes associadas a eczemas e, para as vias respiratórias é efetivamente mais um valor para a saúde.








16 de out. de 2010

Benefícios da Compostagem


* Reduzir em cerca de 50% o volume total produzido por residências. No caso das empresas, o índice varia de acordo com o tipo de atividade desenvolvida;




* A compostagem empresarial possibilita ações de marketing ambiental e fortalece a imagem das organizações;


* Aliviar a demanda por aterros sanitários, que estão sobrecarregados;


* Reduzir a emissão de poluentes e o uso de energia no transporte de resíduos;


* Evitar a geração de sub-produtos poluentes, como o chorume tóxico e o gás metano, que contaminam o solo, os lençóis freáticos e a atmosfera;


* Produzir fertilizantes de forma natural e gratuita, sem o uso de produtos químicos sintetizados artificialmente;


* A própria atividade da compostagem incentiva a conscientização ambiental dos indivíduos;


* Promoção da capacitação ambiental e do potencial de geração de renda das pessoas envolvidas nas atividades relacionadas à compostagem.


* O adubo resultante da compostagem pode ser utilizado em jardins e hortas, tornar-se brinde para amigos, clientes e fornecedores ou então ser vendido, gerando lucro;


* A compostagem gera economia. No caso das empresas, redução dos custos relacionados à coleta de resíduos. Nas residências, elimina a necessidade de adquirir adubo para plantas;


* As minhocas californianas vermelhas se reproduzem rapidamente nas composteiras e possuem um elevado valor de mercado;


* Possíveis abonos fiscais para as empresas devido à redução das emissões de gás carbônico (combustível utilizado para o transporte dos resíduos e gases provenientes dos aterros sanitários);


* No caso das empresas e hotéis, maior facilidade para obter certificações ambientais.


Fonte: Morada da Floresta

2 de out. de 2010

Você sabia ?

  • A média mundial de produção de lixo é de 1 kg por habitante por dia.
  • São Paulo produz em média 1,5 kg por habitante por dia.
  • No mundo são quase 3 bilhões de toneladas por ano, com isto é, é possível encher cerca de 100 milhões de caminhões. Se colocar uma carreta atrás da outra, completa-se 49 voltas na terra.
  • No BR e no mundo os aterros estão saturados e lixão a céu aberto é abominável.
  • O lixo custa para o mundo cerca de 200 bilhões de dólares por ano, mais que o PIB de muitos países.
  • No lixo, cerca de 40% tem potencial reciclável, e os outros 60% são orgânicos que podem ser encaminhados para a compostagem.
  • Além do aproveitamento dos resíduos recicláveis, países como a Suécia e Dinamarca também utilizam os resíduos orgânicos para produção de biogás, fertilizantes e para venda de créditos de carbono.


"sua atitude tem valor"
Cada pessoa deve ser esponsável pelo que consome e por aquilo que seu consumo produz, entendendo que o ciclo de vida de um produto não termina com o simples descarte em lixeiras. Materiais denominados resíduos viram lixo quando são destinados para o lugar errado. Portanto, se encaminharmos nossos resíduos para reciclagem, não produziremos lixo, e sim ecossistemas sustentáveis.


Caminhos....
A recente crise econômica mundial consolidou conceitos que estavam pairando pelas sociedades.
Fala-se em economia verde, inteligência ecológica, produção limpa, gestão ambiental, educação ambiental, ciclo de vida de um produto, logística reversa, design reverso, do berço ao berço, Zero Waste, 3Rs, sustentabilidade, comércio justo, arquitetura sustentável, dentre outros. Todos são conceitos positivos e precisamos praticá-los. Pensar globalmente e agir localmente!!
Curto prazo: Educação; mudança de atitude; reduzir, reutilizar, reciclar.
Fonte: Programa re9

Reciclagem e Economia

Reciclando, nós economizamos recursos naturais .




30 de set. de 2010

Lixo sem plástico, como fazer?

A grande justificativa das pessoas que dizem que "precisam" das sacolinhas plásticas é a embalagem do lixo. Tudo bem, não dá mesmo pra não colocar lixo em saco plástico, mas será que não dá pra diminuir a quantidade de plástico no lixo?



Melhor do que encher diversos saquinhos plásticos ao longo de uma semana é usar um único saco plástico dentro de uma lixeira grande na área de serviço, por exemplo, e ir enchendo-o por alguns dias com os pequenos lixinhos da casa (da pia, do banheiro, do escritório).



Se o lixo é limpo, como o de escritórios (papel de fax, pedaços de durex, envelopes, etc), pode ir direto para a lixeira sem proteção. No caso dos lixinhos da pia e do banheiro (absorventes, fio dental, cotonetes), o melhor substituto da sacolinha de plástico é o saquinho de jornal. Ele mantém a lixeira limpa, facilita na hora de retirar o lixo e é facílimo de fazer. Leva 20 segundos.


A ideia veio do origami, que ensina essa dobradura como um copo. Em tamanho aumentado, feito de folhas de jornal, no copo cabe perfeitamente a maioria dos lixinhos de pia e banheiro que existem por aí. Veja:



Você pode usar uma, duas ou até três folhas de jornal juntas, para que o saquinho fique mais resistente. Tudo no origami começa com um quadrado, então faça uma dobra para marcar, no sentido vertical, a metade da página da direita e dobre a beirada dessa página para dentro até a marca. Você terá dobrado uma aba equivalente a um quarto da página da direita, e assim terá um quadrado.


Dobre a ponta inferior direita sobre a ponta superior esquerda, formando um triângulo, e mantenha sua base para baixo.

Dobre a ponta inferior direita do triângulo até a lateral esquerda.


Vire a dobradura "de barriga para baixo", escondendo a aba que você acabou de dobrar.



Novamente dobre a ponta da direita até a lateral esquerda, e você terá a seguinte figura:


Para fazer a boca do saquinho, pegue uma parte da ponta de cima do jornal e enfie para dentro da aba que você dobrou por último, fazendo-a desaparecer lá dentro.


Sobrará a ponta de cima que deve ser enfiada dentro da aba do outro lado, então vire a dobradura para o outro lado e repita a operação.



Se tudo deu certo, essa é a cara final da dobradura:


Abrindo a parte de cima, eis o saquinho!



É só encaixar dentro do seu cestinho e parar pra sempre de jogar mais plástico no lixo!
 

Gostou da idéia?

 
Pode parecer complicado vendo as fotos e lendo as instruções, mas faça uma vez seguindo o passo-a-passo e você vai ver que, depois de fazer um ou dois, você pega o jeito e a coisa fica muito muito simples.
Daí é só deixar vários preparados depois de ler o jornal de domingo!


 
Fonte: Tati Abdul

16 de set. de 2010

Zona de Raízes

O Sistema por Zona de Raízes utiliza plantas para o tratamento de águas residuais. A degradação das substâncias poluidoras contidas na água ocorre através da simbiose entre plantas, solo e/ou substrato artificial e microorganismos. A função principal das plantas consiste em fornecer o oxigênio ao solo/substrato através das folhas até os rizomas e possibilitar o desenvolvimento de uma população densa de microorganismos aeróbios, que finalmente são responsáveis pela degradação e remoção dos poluentes da água. Toda a água tratada e polida pela tecnologia de Zona de Raízes/Wetlands pode ser 100% reutilizada.




Os sistemas com plantas são eficientes porque o processo de degradação da matéria orgânica (mineralização, nitrificação, denitrificação) é muito completo, devido à grande biomassa. Além disso, são removidos não só á carga orgânica como também nutrientes (por exemplo, Fósforo e Nitrogênio) que levam a eutrofização das águas, elimina ou fixa patôgenos como coliformes, e substâncias inorgânicas como fenóis e metais pesados. Sistemas com plantas podem ser, se desejável, configurados como elementos de Paisagismo Ambiental ( Biótopos, por exemplo que servem como corredor e adensador de biodiversidade), em forma de jardins ou parques. Existem três tipos principais de sistemas com plantas que podem ser variados e adaptados conforme as exigências e finalidades:




- Sistema Krefeld


- Sistema Zona de Raízes


- Sistema Hidrobotânico




Paisagismo – Biótopo, Corredor e/ou Adensador de Biodiversidade


O Sistema por Zona de Raízes na sua concepção busca aproveitar-se da capacidade da natureza da auto-depuração e por este motivo denominamos também este sistema como Sistema de Banhados, Weatlands nos USA, Sistema Hidrobotânico – Lutzemberger – RS - 1987, Biótopos Artificiais, etc.

Devido a grande biomassa que se forma no Sistema Zona de Raízes este atrai uma série de animais ( principalmente pássaros ) que se utilizam deste biótopo criado artificialmente como um local protegido e adequado para alimentar-se preservando a biodiversidade do local e da região em que se encontra implantado.

As plantas a serem utilizadas no Sistema Zona de Raízes serão oriundas da região em que o sistema será implantado ( raio máximo de 10 km ), desta forma, preservamos a originalidade das espécies locais e evitamos o ingresso de plantas exóticas que possam causar desequilíbrios ambientais.

O Sistema por Zona de Raízes além de tratar das águas, ser um sistema vivo ( Biótopo ), dinâmico, apresenta-se como uma alternativa de paisagismo com alto valor agregado.
O uso do Zona de Raízes em propriedades rurais possibilita a produção de Biomassa para alimentação do animais e também para a produção de palhada para utilização em cama seca.

Recicla Flores
Permacultura e Bioconstrução

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