27 de mar. de 2010

Pastoreio Rotativo Racional

NOÇÕES BÁSICAS SOBRE PASTOREIO ROTATIVO RACIONAL
Para o produtor entender este sistema não basta criar os pastos (plantar), mas saber que os animais irão conviver com os mesmos, comendo, pisoteando e dejetando.
O pastoreio racional envolve leis do universo onde os tempos de repouso variam conforme as estações do ano, aqueles que se candidatarem a executar o processo deverão praticar durante um ano no mínimo para se capacitarem. Mesmo assim, verificarão que durante os anos também haverá mudanças, mas estas serão mais pequenas, porém devem ser observadas e anotadas tudo isso para não se submeterem a fracassos, como pode acontecer.
Em muitas estações do ano, a falta de pastos é devida ao não conhecimento e à não vivência do processo
Os descansos dos pastos são longos e variáveis conforme as estações do ano. Por isso o produtor deve respeitar algumas regras básicas:

Usar carga animal alta e rápida , manejar os piquetes no máximo 2 dias com animais sufucientes para comer a pastagem.

Procurar sempre manter boas reservas de pastos. No outono o produtor deve Ter já fechado ou reservado os pastos de inverno.

Não permitir que os animais comam os rebrotes dos pastos antes de realizar a labareda de crescimento dos mesmos (20 centímetros). O produtor deve Ter piquetes suficientes para completar este período.

Jamais deixar faltar água, sombra, pasto e sal para os seus animais.

Evitar longas caminhadas com os animais, revisar diária e constantemente os potreiros e seus animais.

Sente que os verdes pastos serenos são algumas vezes brilhantes em certos potreiros e esmaecidos em outros, confirmando os diferentes tempos de descansos que lhe foram dados.

Em resumo: são qualidades de um bom pastor: previsão, intuição, sensibilidade, vivência permanente com os pastos e com os animais, buscando sempre resultados sustentáveis, respeito e amor à natureza, evitando agredi-la.
São comuns as recomendações aos plantadores no uso das sementes, para determinar o poder germinativo das mesmas, no sentido de verificar ou checar as reservas de uma boa semente e se são suficientes. Nos nossos pastos não existe preocupação de se saber o mesmo nem nos preocupamos em propiciar condições de um bom rebrote, em virtude desse fato a produção é pequena este mau manejo dá aos nossos pastos a fama de pastos ruins e vamos procurar soluções em pastos artificiais que não são deste ambiente e todo o ano ocorre o plantio de pastagens de inverno e de verão, gastos com lavração, gradagem, e o problema está em conhecer o potencial dos pastos nativos que rebrotam várias vezes após os cortes.

Plantas com poucas reservas, principalmente, por falta de descansos suficientes, são como sementes de pouco poder germinativo. As reservas das plantas nativas são acumuladas nas raízes e nas coroas das plantas. Toda vez que uma planta é cortada , ela utiliza suas reservas e seus hormônios para crescer com maior ou menor intensidade, conforme a quantidade que sobrou após o corte. Após este corte com o desenvolvimento de suas folhas haverá mais fotossíntese e mais reservas se acumularão nos locais já citados.

Tempos curtos de repouso cansam o pasto e ele não aproveita bem a uréia dos animais.

O frio do inverno e as secas de verão reduzem o vigor do rebrote alongando o período de repouso de no mínimo 60 dias sendo que o ideal é de 90 dias.


SOMBRAS
Existe uma dificuldade dos produtores tanto nascidos na região, como os novos, em entenderem e utilizarem os arbustos nativos da região como a vassoura vermelha, branca, alecrim e a chirca, árvores como o molho vermelho, molho branco, espinilho, taleira e outras sendo vistas como indesejáveis, embora tenham um grande benefício para o solo, pois estes arbustos e árvores estão ajudando na formação e estruturação através da deposição de matéria orgânica (folhas) que, através de suas raízes, a planta trás das camadas profundas do solo. Os animais e plantas se beneficiam com a sombra no verão e como quebra vento no inverno, o benefício de sombra será permanente desde que se deixe estes arbustos e árvores crescerem o que leva três a quatro anos para este aproveitamento atingindo em torno de três metros de altura e uma circunferência de tronco de 35 centímetros, pode-se utilizar também como lenha pois a maioria das espécies citadas rebrotam mas o manejo mais adequado é o raleio dos galhos para forçar os arbustos e árvores a crescerem. Deve-se levar em conta que estes arbustos e árvores nascem sem esforço, é só deixar crescer e fazer o raleio após um ano deixando espaços de um metro entre plantas, esta poda ao redor servirá como adubação verde para as remanescentes. A partir deste manejo haverá sucessão de plantas entre elas gramíneas e leguminosas que encontrarão um microclima deste novo nicho, este manejo de poda de condução e roçada deverá ser feito duas vezes por ano aumentando a matéria orgânica e evitando o aumento de roedores (preás) que fazem moradas nas macegas, Após o período de 3 anos esta área poderá ser utilizada para manejo de pastoreio rotativo com sombra constante ou introdução de apicultura com o benefício do mel, própolis e a polinização das plantas ao redor inclusive da pastagem e lavouras vizinhas, florestamento com árvores nativas ou exóticas, fruticultura também conhecido como floresta de alimentos para autoconsumo e futuramente com o excedente poderá se dar início a uma pequena agroindústria caseira de conservas. Estamos experimentando, em algumas propriedades rurais, o manejo de deixar faixas de 2 metros em curva de nível entre 10 metros de área para pastoreio rotativo com o objetivo de inicialmente haver quebra-vento, após com o crescimento e o raleio terão sombra e esta nova área terá, com o interesse do agricultor, novas oportunidades de aproveitamento que nós vamos com certeza sugerir, atividades novas com baixo investimento e um bom retorno pela diversidade de idéias que surgirão durante esta etapa de descanso.
Convém comentar que os produtores ao lavrarem toda uma área de arbustos e plantarem irão aos primeiros anos terem uma boa colheita ou boa pastagem, mas nos anos seguintes ocorre uma queda na produção deste solo, pois a matéria orgânica que se originou deste manejo foi sugada e solo ficou pobre, a estrutura do solo ficou desgastada originando a baixa produção decorrente dos anos seguintes. O produtor quando quer ter sombra na propriedade procura plantar eucalipto e acácia em uma área tida por limpa, ou seja, sem arbustos e a formiga na maioria dos casos não deixa, pois estas mudas por não serem da região sofrem com o sol e o vento entrando em desequilíbrio e a formiga como ataca plantas em desequilíbrio muitas vezes cortam todas as mudas transplantadas, frustrando o produtor.

ÀGUA

Este assunto é de muita importância para qualquer atividade e não é visto como estratégico pois não se considera o local de construção de reservas de água e utilizar a gravidade para conduzi-la até os animais e as plantas garantindo com custo baixo este abastecimento. Geralmente os açudes são feitos em pouca quantidade e nos locais baixos que durante o ano, nas chuvas guardam pouca água em relação ao que chove e durante o verão e épocas de estiagem há a falta de água para os animais e plantas sem contar com as grandes distâncias que os animais tem que se deslocar para beber, gastando grande energia com este trajeto diário e fazendo erosão pois, geralmente fazem o mesmo trajeto até as aguadas criando sulcos. È necessário criar nas propriedades vários locais de reserva de água, canais de comunicação entre eles como também canais de infiltração para a absorção ser lenta pelo solo e as plantas e os animais que moram embaixo da terra (minhocas, micro organismos,...) poderem utilizar esta água e transformarem o solo,criando possibilidades do agricultor produzir e se manter na terra. Atualmente que ocorre é que a água passa pela propriedade por cima da terra rapidamente, não infiltrando no solo e após alguns dias já está seca e dura mostrando pouca capacidade de infiltração não dando condições do produtor se manter nem seus animais e suas culturas.

CONSIDERAÇÕES SOBRE A PECUÁRIA DE CORTE EM BAGÉ

É incrível como até hoje o pecuarista, perdendo em cada bovino no inverno cerca de 40 Kg de carne desossada tenha podido sobreviver.
Cremos que as razões desse fato sejam, entre outra, as seguintes.

Campos herdados.
Campos comprados com dinheiro fácil
Vida muito restrita em gastos, vivendo na campanha sem conforto algum e com salários baixos.

Campos comprados com lucros advindos, principalmente do arroz, antigamente com juros subsidiados.
Como permanecer na pecuária leiteira?

Não perder carne no inverno, vaca magra não dá leite!

Produzir pasto suficiente, preferencialmente nativo, capaz de alimentar lotações nos campos bem maiores que os atuais, Pode se introduzir pastos como cornichão, trevo, azevém nos pastos, mas não tirar o nativo e sim melhorá-lo com outras variedades de leguminosas que produzem proteína e fixam nitrogênio no solo substituindo os insumos.



O custo benefício deve comportar isso.



Sugerimos também que na primavera, quando os pastos estão em grande crescimento, deixem uma área fechada para fazer feno ( 3000 Kg / 450 Kg peso vivo/ano) com este número Leva-se em consideração que onde vai se fazer o feno deve-se roçar antes de deixar para repouso para emparelhar o crescimento e o feno sair parelho e de boa qualidade.

LOTAÇÃO DOS CAMPOS

Devido às grandes oscilações de chuvas e temperaturas, não é fácil lotar os campos da zona da fronteira, principalmente, se for feito feno ou silagem.

SUBLOTAÇÃO: os pastos terão tendência a engrossar: muitos pastos serão comidos várias vezes por serem mais palatáveis(gostosos de comer) e outros ficarão velhos e duros , os ruins irão assim sementar mais que os bons.Possivelmente os pastos que sobrarem nos campos no verão e outono não terão valor no inverno por estarem velhos que secarão com as geadas ( o produtor ,na saída do inverno para renovar os pastos, faz a queimada que limpa o pasto mas mata a vida do solo e em poucos anos não tem mais terra)

SUPERLOTAÇÂO: nestes campos ocorre o esgotamento das reservas dos pastos e o rebrote é constantemente comido pelos animais, trazendo como conseqüência, além do enfraquecimento, pouca resistência a geadas: faltará pasto com quantidade e qualidade.
Como sugestão no caso de um dia de ocupação o pasto comido no primeiro dia de MAIO só venha a ser comido de novo no dia primeiro de AGOSTO e assim sucessivamente chegando ao dia 31 de MAIO só será comido no dia 31 de AGOSTO.

Já os pastos comidos em JUNHO serão comidos em SETEMBRO e os de JULHO serão comidos em OUTUBRO, se a primavera já está boa ocorre sobra de pasto, pois o de AGOSTO já vai estar bom para boca ou feno o de SETEMBRO também.

O pasto que cresce no inverno não é suficiente para ser consumido no mesmo inverno e sim na primavera seguinte, portanto o pasto para consumir no início do inverno será o que crescer no outono.
GEADAS
As geadas são também responsáveis pela diminuição do crescimento de pastos no inverno, em algumas plantas matando-as e outras retardando o seu crescimento. Seu maior malefício é quando ocorrem muito cedo. Geralmente se início ocorre em Abril e se são fortes neste mês haverá falta de pastos para o inverno. Para tanto é necessária divisão dos pastos em potreiros que seriam ideais em número de 90 com ocupação de um dia bem lotados de acordo com a quantidade de animais com água, sal e abrigo disponíveis ( sombras e feixes de chircas) Se não for possível para o produtor deixar área de reserva relativa à 90 piquetes com a ocupação de 1 dia, deve-se deixar no mínimo 30 a 35 piquetes Com a ocupação de até 3 dias de pastoreio ( deve-se aumentar a área por animal)
PARCAGEM

É a maneira de adubar os campos com as próprias dejeções (bostas e urinas) dos animais.
O PASTOREIO RACIONAL, DEVIDO AO USO DO CAMPO COM ALTA CARGA EFETIVA, FICA UMA ADUBAÇÃO MAIS DO QUE SUFICIENTE EM CADA HECTARE.


  
Como são os próprios animais que distribuem as dejeções, torna-se muito econômica, havendo assim uma melhora notável no solo ano a ano.

“Daí-me uma roçadeira e animais para fazer parcagem e eu transformarei, com pastoreio racional, pastos grosseiros em belíssimas e ricas pastagens sem agressão ao solo e a vida”.

Nilo Ferreira Romeiro (Produtor rural)

ROÇADAS

( Função que pode ser atribuída à espécie ovina e/ou eqüina.)
As roçadas são muito importante, porquê representa uma adubação orgânica pelas sobras de pastos deixadas pelos animais. Sobrando pasto é óbvio que os animais comeram bem e haverá alimento para o solo (microvida e mesovida) com este manejo.
  
Além de proporcionar matéria orgânica, também serão eliminados os pastos indesejáveis (não sementando).Recomenda-se roçar após a saída dos animais do potreiro. Os pastos bons terão mais oportunidade de aumentar na área devido à menor concorrência dos indesejáveis (poderão ser introduzidos antes da roçadas sementes de cornichão trevo e azevém) É conveniente fazer duas roçadas por ano.

Argumentos do Instituto Austríaco contra a lavração e ressemeadura:
  • Perigo de não ser bem sucedida a semeadura com a lavração:

Os “anos de miséria” das pastagens temporárias podem somente ser atenuados, mas nunca ser impedidos. Eles são devidos principalmente à deterioração do solo resultante do consumo acelerado do húmus e da destruição parcial da vida que caracteriza o solo das velhas pastagens;

  • Flora insuficientemente variada;
  • Sensibilidade das pastagens temporárias à seca;
  • Curta vida de certas plantas semeadas;
  • Desenvolvimento de plantas indesejáveis nos espaços vazios deixados pelo desaparecimento de certas plantas semeadas;
  • Preço elevado do grão para semeadura

“O ponto saliente de nossos experimentos é a extraordinária rapidez com que o pasto muda sob a influência de um método de pastoreio ligeiramente melhorado”


“As pastagens temporárias são muito bom se quisermos apenas campo de bela aparência, mas não para ganhar dinheiro”. MARTIN JONES e KLAPP
MANEJO/PLANTIO DE PASTAGEM DE INVERNO

Faremos uma reflexão sobre alguns exemplos de manejos em nossa região:

Estamos no mês de abril e não deu para fazer o plantio de aveia, se plantarmos agora quando ela será utilizada? Possivelmente em agosto já na saída do inverno quando o azevém, trevo, cornichão e outras espécies já estarão prontos para o pastoreio desde que haja descanso de áreas para este uso então neste caso o plantio da aveia é um gasto desnecessário causando um prejuízo ao agricultor, mas ele se não for alertado a pensar no ciclo das plantas fará este plantio e pensará “estou fazendo a minha parte, porque eu não vou pra frente?” Porque este agricultor está gastando tempo, dinheiro e energia em uma atividade que no momento é errada, quando este tempo, energia e dinheiro são para ser utilizado em piquetes para concentrar o manejo de suas vacas podendo deixar áreas de descanso para o inverno CONVÉM CITAR QUE O CICLO DAS PLANTAS OBEDECE A ENERGIA DO SOL-LUMINOSIDADE E O CALOR se o produtor se preparar deixando áreas em março para descanso poderá utilizar em maio e novo pastoreio em AGOSTO havendo massa para os animais se manterem no inverno. Há necessidade de planejar o feno e a silagem de pasto como estratégia de alimentação de reforço, mas tudo começa no aproveitamento dos piquetes no conhecimento do potencial que o produtor tem dentro da sua área e que só se dará mudando o modo de pensar deste agricultor (plantar pasto / manejar o pasto existente e melhorá-lo com o esterco, descanso e semeadura pós pastoreio, este último é o que dará o suporte para o futuro da atividade leiteira nas propriedades onde realmente se reduzirá o custo de produção de leite por há pois com o aumento da produção deleite na região e no estado reduzirá o perco do produto no mercado e quem estiver com o menor custo de produção e orgânica sem produtos químicos, tendo assim seu produto garantido no mercado e garantindo assim seu futuro na atividade como em outras pois a tendência é transformar toda a propriedade em uma propriedade auto-sustentável e que respeita e convive em harmonia com a natureza..

“O único limite é o da imaginação humana”.

Há a necessidade de: - Observar a sucessão dos pastos com a implementação deste sistema. Observar o comportamento animal nas diversas estações do ano (como se alimenta, como se protege no calor, no frio...).Esta observação terá maior êxito se o camponês estiver comprometido com o trabalho para tanto ele terá entendido a importância deste acompanhamento do sistema e em conjunto deverá ter acompanhamento técnico diferenciado para que ambos se estimulem a pesquisar este espaço de experimento.

O Camponês deve acreditar e fazer, pois é ele quem faz !
Deverá o técnico ser um pesquisador e anotar as informações que por entrevistas e observações chegarão ao seu alcance, também vejo vital importância na observação do técnico no sistema para também observar e poder junto com o agricultor debater as divergências que surgirão criando uma riqueza de informações neste processo. Creio ser necessário um equipamento de acampamento ( barraca, saco de dormir, fogareiro, lanterna, mantimento para um mês) e fazer um acompanhamento do processo e assim como a implantação será mais rápida pelo fato do técnico estar acompanhando de perto o processo e tirando dúvidas quando estas surgirem. A observação acima se deve ao motivo também da equipe técnica não ter equipamento que supra esta demanda.


Trabalho de campo -
Dia 18 de abril de2002 Manhã foi feito palestra sobre “Voisin” (conteúdo acima), na propriedade do Idinor dos Santos Azevedo Presentes de Manhã 8 produtores , Marino De Bortoli, Rogério Antônio Lowe, Achiles dos Santos, Edgar Bordignon, Jorge Rodrigues, Miguel Gonçalves Azevedo, Manoel Eurico dos Santos, Idinor S..Azevedo, Luis Carlos e Luiz Osório .

Tarde encaminhamento de prática 30 04 2002 propriedades. Manuel Eurico dos Santos e Idinor dos Santos Azevedo 16-05 –2002 propriedades do Rogério Antônio Lowe e Aquiles dos Santos

Liamara e Eldir, Maria, Erich e Deoclides Minhoni estão inscritos para fazer piqueteamento em data à confirmar


18 de mar. de 2010

Casinhas de pássaros feitas de papelão



Quem não gosta de acordar com o canto dos passarinhos do lado de fora da janela? Para isso, é preciso atrair os bichinhos para perto de casa. Instalar uma casinha para eles no jardim pode ser um bom começo. Melhor ainda se a peça for amiga da natureza. A marca norte-americana Greenbird House é especializada no assunto e vende casinhas feitas com papel reciclado e decoradas com tinta biodegradável, produzida à base de soja. Para que o objeto não se deteriore com o tempo, ele recebe um tratamento que o deixa resistente à água das chuvas. Dá para comprar a casinha pronta ou customizar com o desenho que você quiser. Cada uma custa US$ 12,99, mais os custos da entrega.

Leia mais também em...
http://revistacasaejardim.globo.com/Revista/Common/0,,EMI121545-16802,00-LINDAS+CASINHAS+PARA+PASSAROS+FEITAS+DE+PAPELAO.html

4 de mar. de 2010

A história das coisas

Este vídeo mostra os problemas sociais e ambientais criados como consequência do nosso hábito consumista, apresenta os problemas deste sistema e mostra como podemos revertê-lo, porque não foi sempre assim.



1 de mar. de 2010

Campanhas - MEIO AMBIENTE

ALGUMAS CAMPANHAS

Uma associação de proteção ao meio ambiente e sua agência de publicidade tiveram a idéia de colocar outdoors logo acima de buracos de esgotos para dar a idéia de que água suja é como cocô. Eles queriam despertar o cuidado das pessoas para com o ambiente por meio de fortes impactos visuais e até aversão física.



Essa campanha foi feita para a World Wildlife Fund. À medida que o papel acaba, o verde da América do Sul também vai embora, simbolizando o impacto ambiental que o uso de simples toalhas de papel é capaz de provocar, além de alertar para outros desperdícios que podem levar às mesmas consequências.



Veja quanto monóxido de carbono você deixará de emitir se não dirigir por um dia. Essa é a mensagem que aparece na gigantesca nuvem preta presa ao cano de escape de um carro depois de passar o dia sendo inflada pela fumaça expelida pelo automóvel.



Diesel, a fabricante italiana de roupas, colocou, no fim de janeiro, propagandas em jornais, revistas e outdoors que traziam modelos posando com roupas da marca em um mundo afetado pelo aquecimento global. Nas fotos acima, você vê o Cristo Redentor coberto de água até os pés e Nova York praticamente submersa.


SAFE é uma instituição de proteção aos animais que faz várias campanhas para expor e questionar a utilização desnecessária deles em experimentos e explorações comerciais. O anúncio acima tem como alvo o uso dos bichos como cachecóis, botas e outros produtos de couro e assim por diante.



" A moda faz mais vítimas do que você pensa! " - Agência O&M - Índia


14 de fev. de 2010

Oficina Gratuita no IPEMA


OFICINA DE CONSTRUÇÃO COM TERRA, ILUMINAÇÃO E VENTILAÇÃO NATURAL
Data: 20 a 21 de Fevereiro/2010 Local: IPEMA - Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata AtlântiCA, em Ubatuba.

Objetivo: Capacitar os participantes em técnicas de bio-construção utilizando a terra como matéria-prima, destacando diversos tipos de vedações de forma teórica e prática.

Programação: - Apresentação do Eco-Projeto
- Introdução a Permacultura e Princípios Ecológicos
- Visita Monitorada pelo Instituto
- Paredes Naturais e aproveitamento de recursos naturais como o vento e o sol.
- Prática: Experimentação de técnicas variadas de vedações utilizando a terra.

Palestrantes: Equipe IPEMA.
*sujeito a alterações.

Investimento: Oficina Gratuita! Incluindo aula teórica e prática, alimentação, apostila digital, certificado de participação e alojamento em área de camping.

Como se inscrever: As inscrições deverão ser requisitadas através de envio da ficha de inscrição abaixo, devidamente preenchida, para o e-mail:
permacultura.ipema@gmail.com

A ficha de inscrição está postada no blog:

cursosgratuitosnoipema.blogspot.com

(Moradores do Litoral Norte tem preferência de vaga até o dia 12/02).

5 de fev. de 2010

Mostra de Tecnologias Sustentáveis 2010

O prazo vai até 12 de fevereiro de 2010. Inscrições gratuitas somente pelo site.

Evento já se tornou referência no país em idéias inovadoras em prol da sociedade, do meio ambiente e da economia sustentáveis.

A Mostra de Tecnologias Sustentáveis é um evento que envolve metodologias, técnicas, sistemas, equipamentos ou processos que contribuam para a construção de uma sociedade sustentável.

Maiores informações:

http://www.ethos.org.br/mostra2010/

14 de jan. de 2010

Fogão a Lenha de Combustão Limpa




Esta página é a versão preliminar de um manual para a construção e uso de um fogão a lenha de combustão limpa.


Pode ser construído com os mesmos materiais que se utilizaria para construir um fogão a lenha típico paulista/mineiro, porém é mais eficiente, mais rápido ao aquecer as panelas, e produz menos fumaça, menos monóxido de carbono, e menos hidrocarbonetos não-queimados (aquela substância negra grudenta que se deposita no fundo das panelas).


Este fogão foi objeto de estudo de uma tese experimental de mestrado na Faculdade de Engenharia Mecânica da UNICAMP, orientada pelo prof. José Tomaz Vieira Pereira, durante os anos de 1991 a 1993. O trabalho foi motivado pelos níveis preocupantes de emissão de gases a que se sujeita um usuário de um fogão que produz muita fumaça. Dependendo do caso, a exposição aos gases do fogão a lenha equivalia a fumar vários maços de cigarro por dia.

O projeto teve continuidade com uma consultoria técnica a um assentamento localizado perto de Manaus-AM, onde, em conjunto com o prof. Dr. Gilberto Martins, da UNIMEP, iniciamos um curso de confecção de fogões de queima limpa, em 1997. Este curso ainda está em andamento Este manual tem por objetivo explicar os princípios de funcionamento de um fogão de queima limpa a ao público não-especializado. Portanto, havendo sugestões no sentido de tornar o manual mais acessível, por favor me escrevam!


Queima de lenha, saúde e meio ambiente


Depois da questão da melhoria da eficiência , o segundo ponto mais importante nas pesquisas sobre fogões a lenha tem sido a questão de reduzir a emissão de gases poluentes. Dentre os produtos da combustão normal, que é incompleta, a fumaça, o monóxido de carbono e as substâncias não-queimadas são muito nocivos à saúde humana.

A fumaça é responsável por obstruções pulmonares e doenças crônicas decorrentes, tais como bronquite crônica e cor pulmonale, um aumento do volume do coração, devido a obstruções no pulmão. As substâncias não-queimadas quando respiradas causam cânceres no sistema respiratório, particularmente no pulmão. O monóxido de carbono causa insuficiência respiratória devido a sua extrema afinidade com a hemoglobina, que transporta oxigênio para o resto do corpo. Obter combustão limpa de lenha é sinônimo de conseguir queimar a lenha completamente, fornecendo energia e oxigênio em abundância para isso.


O uso de lenha para cocção em uma propriedade rural que tenha sua própria reserva florestal não traz prejuízos representativos ao meio ambiente. Levando-se em conta a eficiência dos fogões a lenha tradicionais brasileiros, e também a densidade demográfica nas pequenas propriedades rurais, foram realizados trabalhos que comprovam o baixo impacto deste consumo sobre o meio ambiente. Somente utilizando resíduos vegetais (galhos secos, etc) é possível suprir esta demanda de lenha.


Quando se utiliza lenha ao invés de gás liquefeito de petróleo na cocção, está se evitando a emissão de carbono de origem fóssil para a atmosfera, que contribui para o aumento do efeito estufa. Processo de queima convencional (não-limpa).


Na madeira existem quatro tipos de substâncias:


  • Resinas, que irão se tornar gases inflamáveis

  • Fibras que se transformam em carvão ao serem aquecidas.

  • Água, presente na forma de umidade

  • Cinzas, que representam a parte da madeira que não reage com o oxigênio do ar.

A madeira "seca " para ser utilizada como lenha costuma ter mais ou menos um décimo de seu peso em água. Do que sobra, aproximadamente 70 % do peso são resinas, 29% do peso é carvão, e 1% são cinzas. Em termos de energia, cerca de 60% da energia da madeira provém de suas resinas. Os 40% restante provém de seu carvão.

A queima de madeira da forma tradicional funciona mais ou menos da seguinte maneira:

Assim que uma nova carga de lenha é posta para queimar no fogão, quase toda a resina contida na lenha é vaporizada, gerando chamas fortes, mas este vapor de resina não se queima completamente. Os vapores de resina não queimados acabam sendo depositados nas paredes internas do fogão, na forma de alcatrão, ou no fundo das panelas, que é frio, e faz com que o vapor se condense em uma substância pegajosa ( "picumã"), que se adere no fundo das panelas . O restante das resinas vaporizadas sai pela chaminé, junto com fumaça e monóxido de carbono, poluindo o meio ambiente. São estes os problemas que tornam a queima poluente:


  • Não é possivel fornecer oxigênio suficiente para queimar toda a resina vaporizada, se a liberação dela é muito forte no início.

  • Não existe tempo para que toda a resina vaporizada reaja quimicamente com o ar.

  • As panelas logo acima da chama roubam energia para que toda a reação química aconteca.

(Apesar de fogo produzir calorias, são necessarias calorias para produzir o próprio fogo)


Processo de queima limpa


No processo de queima limpa, pequenas modificações no formato da formalha resolvem os problemas que descrevemos anteriormente:

Através da utilização de uma pequena grelha e uma chaminé que puxa o ar, cria-se um fluxo de ar que vai de cima para baixo na lenha. Isto faz com que a chama se forme de cabeça para baixo. As modificações decorrentes deste novo formato são que:


  • O fogo não se forma entre cada pedaço de lenha, mas abaixo deles. Isto faz com que os pedaços de lenha não se aquecam demais logo no começo do processo, e a liberação de resinas evaporadas seja mais dosada ao longo de toda a queima.

  • A distância entre a chama e a panela evita que haja 'roubo' de calorias pela panela enquanto a chama (que são gases em reação) ainda precisar destas calorias.

  • O mesmo duto que distancia a lenha das panelas é um espaço em que os gases tem a chance de reagirem completamente com o ar.

O fogão de queima limpa

O queimador de lenha que funciona próximo ao solo, onde se deposita a lenha na grelha,pela boca de alimentação. É feito em cerâmica , e dele sai a primeira chaminé, levando os gases quentes da combustão a um trocador de calor. Este trata-se de um jirau de madeira preenchido com terra recoberta por argila, onde é cavado um canal (por onde os gases da combustão passam), em que existem ressaltos removíveis para se aumentar a turbulência dos gases sob as panelas. Uma chapa, feita em ferro fundido, onde existem furos sobre os quais se apoiam as panelas é apoiada sobre o canal. Havendo a troca de calor dos gases com as panelas, estes são retirados através da segunda chaminé, que está apoiada em uma base feita em aço.


Construção do Fogão

Materiais necessários:

Para se construir um fogão a lenha de queima limpa não é necessário dispor de materiais que sejam diferentes daquilo que se usa para construir um fogão a lenha convencional. Portanto pode-se utilizar a mesma chapa de ferro fundido munida de bocas e tampas.

A seguir se fornece a "receita" para a construção do fogão desse fogão que apresentamos o desenho aí em cima. Foi esse o fogão que eu testei durante a minha tese de mestrado. Ele é construído assim de forma a não necessitar de tijolos, que é um material que quem mora em casa de pau a pique não tem e de um fogão a lenha sem a necessidade de tijolos. Em contrapartida é necessário o uso de barro de boa qualidade para a confecção das diversas partes do fogão. Um protótipo construído segundo esta receita foi ensaiado durante a minha tese de mestrado, apresentando excelente desempenho.


Queimador

O queimador é a peça que necessita de mais tempo para ser construída, no fogão de queima limpa. Como ocorrem altas temperaturas, ele deve ser construido em cerâmica (barro queimado). Pode-se construir o queimador com argila aditivada com cinza de casca de Caraipé, ou com chamote, um pó que se consegue em cerâmicas. Queima-se casca de Caraipé em quantidade suficiente para ser misturada com argila seca e peneirada, na razão de 1:10 em volume. Adiciona-se água a tal mistura, fazendo assim uma massa, que deve-se torná-la de consistência uniforme mexendo-a, ainda enquanto úmida. Com a massa um pouco mais seca do que quando preparada, moldam-se as diversas placas e tubos que irão ser as paredes e chaminé do queimador, assim como o seu fundo. A chaminé pode ser moldada em torno de um cano de PVC branco de 100mm.

Depois que as placas adquirirem dureza suficiente para serem sustentadas em pé sobre uma mesa sem se deformarem, devem ser coladas, através de um processo normalmente utilizado por ceramistas: deve-se umedecer e amolecer (com o auxílio de um palito de madeira) as extremidades a serem unidas, até que estas adquiram uma consistência de argila mole. Une-se as extremidades utilizando-se de uma pequena quantidade de argila mole, que foi previamente guardada em um saco plástico, para ser utilizada como "cola". Este processo evita a formação de rachaduras durante o processo de secagem.

Unidas todas as partes deixa-se o queimador secando. Durante a secagem a argila irá diminuir de tamanho, o que provocará rachaduras. A medida que as rachaduras aparecerem, elas devem ser tapadas com a mesma 'cola' que foi usada para unir as partes.

Constrói-se então um forno rudimentar , que é um buraco no solo onde se depositam as peças a serem queimadas, e se recobre com lenha. Deve-se assar a cerâmica por um período de 12 horas, promovendo assim o seu endurecimento.


'Jirau' ou trocador de calor


Pode-se construir o trocador de calor em madeira de boa qualidade, segundo as dimensões que podem ser observadas nas figuras anteriores A união das peças de madeira pode ser feita através de parafusos auto-tarrachantes, ou com prego. Tapando a abertura existente no seu fundo para o acoplamento do queimador, preenche-se o Jirau com terra de barranco , até aproximadamente 4 cm da boca superior. Escavando-se na terra molda-se o perfil do canal que passará por debaixo da chapa.

Através de uma mistura de argila, cerâmica refratária moída (chamote) e açúcar na proporção de 6:1:1, respectivamente, faz-se uma massa (misturando-se com água até o ponto desejado) para cobrir a superfície de terra aparente. Sobre esta massa ainda úmida "carimba-se" o formato inferior da chapa sobre o canal, obtendo-se assim um encaixe uniforme. O mesmo se fez com a base da chaminé, peça construída em aço, descrita na figura 3-3. Com a chapa e a base da chaminé encaixadas deixou-se esta massa secar durante alguns dias, durante os quais são necessários reparos diários nas rachaduras que se formam devido à retração da massa por secagem.


Utilizando o fogão a lenha

Depois de encaixado o queimador no trocador de calor está montado o fogão a lenha. De início deve-se acender um fogo brando na fornalha do queimador, para que o processo de secagem da massa do jirau se dê por completo. Após esta fase inicial de secagem o fogão estará pronto para ser utilizado.

A madeira que for ser utilizada no fogão deve estar madura. A madeira verde possui uma quantidade de água excessiva, o que prejudica o funcionamento do fogão.

A maneira mais correta de se alimentar o fogão de queima limpa é utilizando-se de pequenas cargas em pequenos intervalos de tempo. Cada fogão construído terá a sua característica de alimentação própria. O cozinheiro poderá identificar que há um regime alimentação que dá o fogo alto, e outro que dá o fogo baixo. Se o limite do fogo alto for ultrapassado, o fogão começará a produzir fumaça, que é sinal de que combustível está sendo perdido. Se o limite do fogo baixo for ultrapassado, as cargas de lenha não pegarão fogo de forma espontânea.

A frequência de alimentação ideal para este protótipo está entre 10 e 15 minutos, e a massa ideal de cada carga de alimentação é por volta de meio quilo.


Quer construir?

A quem deseja construir este fogão, as figuras aqui apresentadas podem ser ampliadas, pois estão em uma resolução fina. Salve individualmente cada figura (existe esta opção no Netscape, utilizando o botão direito do mouse), e utilize um editor de imagens (Photoshop, Photostyler, etc) para imprimi-las em tamanho grande. Imagens: http://www.geocities.com/bemdosol/fogbest.html(9of11)11/4/2003

Fonte: Apostila Curso de Habitações 2008.



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