3 de dez. de 2009

Tecnologia de materiais de construção




Para um mundo melhor !!!


A utilização Sustentável dos materiais naturais de construção frente à atual crise sócio-ambiental, a crise energética, o aquecimento global e outros fatores a utilização de materiais de construção mais eco eficientes e de menor impacto ambiental começa sim a ter um sentido, ou melhor, uma necessidade, visto que a indústria da construção civil é um dos setores mais poluentes do Planeta. Outro fator que releva o uso dos materiais naturais é o cultural, principalmente ligado ao patrimônio histórico, onde várias tecnologias de construção estão sendo esquecidas, a utilização dos materiais naturais podem apresentar os seguintes aspectos que auxiliam a sustentabilidade :



  • minimizar o consumo de recursos não renováveis

  • utilizar recursos renováveis e retornáveis

  • minimizar os desperdícios

  • racionalizar o uso da água e energia

  • criar um ambiente saudável e não tóxico

  • valorizar as pessoas, os materiais e a cultura local

  • resgatar a memória do construir

  • conservar o Patrimônio Histórico


TECNOLOGIAS DE CONSTRUÇÃO E MATERIAS



Terra Crua


O termo Terra Crua caracteriza técnicas que utilizam a terra sem queima, a terra como matéria-prima na elevação de alvenarias, de abóbadas e de outros elementos construtivos e tem sido empregada desde o período pré-histórico, existindo um consenso em ter sido o primeiro material de construção da humanidade, desde os abrigos escavados aos primeiros tijolos de terra crua feitos à mão. Na Turquia, na Assíria e em outros lugares no Oriente Médio foram encontradas construções com terra apiloada ou moldada, que datam entre 9000 e 5000 a.C. (Minke, 2001).


No Egito antigo, os adobes de terra crua assentados com finas camadas de areia eram utilizados na edificação de fortificações e residências, e uma espécie de argamassa feita de argila e areia era material de preenchimento de lajes de cobertura estruturadas com troncos roliços. As muralhas da China também foram edificadas com argila apiloada entre alvenarias duplas de pedra. Baseado em Minke (2001), pode-se observar que as construções com a terra como a matéria-prima básica apresenta vantagens e desvantagens em relação a outros materiais clássicos de construção.

Vantagens:
A terra crua regula a umidade ambiental: o barro possui a capacidade de absorver e perder mais rapidamente a umidade que os demais materiais de construção;
A terra armazena calor: como outros materiais densos como as alvenarias de pedra, o barro armazena o calor durante sua exposição aos raios solares e perde-o lentamente quando a temperatura externa estiver baixa;
As construções com terra crua economizam muita energia e diminuem a contaminação ambiental. As construções com terra praticamente não contaminam o ambiente, pois para prepará-las necessita-se de 1 a 2% da energia despendida com uma construção similar com concreto armado ou tijolos cozidos;
O processo é totalmente reciclável: as construções com solo podem ser demolidas e reaproveitadas múltiplas vezes. Basta fragmentar e voltar ao processo de preparo da massa de terra.


Desvantagens:
Não é um material de construção padronizado: sua composição depende das características geológicas e climáticas da região. Podem variar composição, resistências mecânicas, cores, texturas e comportamento. Para avaliar essas características são necessários ensaios que indicam as providências corretivas para corrigi-las com aditivos.


É permeável: as construções com terra crua são permeáveis e estão mais suscetíveis às águas, sejam pluviais, do solo ou de instalações. Para sanar esse problema é necessária a proteção dos elementos construtivos: seja com detalhes arquitetônicos ou com materiais e camadas impermeáveis.


Há retração: o solo sofre deformações significativas durante a secagem gerando fissuras e trincas.
Estas desvantagens são possíveis de ser trabalhadas e solucionadas com a utilização de aditivos e agregados e com o “desenho” arquitetônico.

Os sistemas de construção com terra segundo alguns autores podem ser divididos em 03 grupos principais:


Os enformados, que utilizam apoio de formas de madeira, por exemplo: Taipa de Pilão, os entramados que utilizam uma ossatura de material leve(bambu ou terra) como a Taipa de Mão ou Pau-à-Pique e os Tijolos que podem ser moldados à mão ou em formas como os Adobes e BTC (blocos de terra comprimida), também seria possível dividir as técnicas por serem monolíticas ou um conjunto de peças montadas ou por técnicas que utilizam a terra em forma úmida e plástica ou de forma mais seca.



TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO COM TERRA


Taipa de Pilão
É a técnica de construção com terra crua mais antiga. Jogamos a mistura de terra que é apiloada em camadas dentro de uma forma tipo sanduíche, tornando-se um bloco monolítico. No método modernizado o cimento e a cal têm função específica de estabilizadores e são utilizados em porções muito pequenas de 5 a 10% em relação ao volume de terra, as formas são feitas de chapas de compensado naval e máquinas elétricas e pneumáticas como misturadores e pilões são utilizados para acelerar o processo.

Taipa de mão ou pau-a-pique
Taipa de sopapo, taipa de sebe, barro armado, pau-a-pique. É uma técnica de construção onde as paredes são armadas com madeira ou bambu e preenchidas com barro e fibra.


Adobe
Técnica construtiva que consiste em se moldar o tijolo cru, em formas de madeira, a partir das quais o bloco de terra é seco ao sol, sem que haja a queima do mesmo.
Mistura-se terra com água até se obter uma mistura plástica, capaz de ser moldável. Geralmente, os "adobeiros" amassam o barro com os pés descalços, o que permite uma massa mais homogênea. Em alguns locais, além da terra e água, utilizava-se fibras vegetais cortadas como estabilizador por armação e o estrume de gado fresco como estabilizador químico. Depois de amassado, o barro é colocado em uma forma de madeira ou metal e ao se desformar o bloco é colocado ao sol para secagem.


BTC – Bloco de terra comprimida
Também o cimento e a cal são utilizados como estabilizadores para a fabricação de tijolos em prensas manuais ou hidráulicas, a vantagem destes tijolos é que não houve queima em sua fabricação e sua resistência mecânica é igual ao tijolo cozido ainda que sua permeabilidade seja um pouco inferior.


Terra ensacada ou Superadobe
Utilizando bobinas de polipropileno para encher e compactar terra estabilizada ou não, pode se construir muros de contenção e até alvenarias.O solo-cimento ensacado tem uma outra aplicação, muito útil no meio rural: a construção de diques para controle de voçorocas. Levantados em determinados intervalos, esses diques permitem diminuir a velocidade das águas, contendo o processo de erosão. Esse tipo de obra também favorece a recomposição do terreno, retendo o solo que antes era carregado pelas águas.


26 de nov. de 2009

BioArquitetura


O termo BioArquitetura (Arquitetura Viva) começou à ser usado por volta da década de 80 por arquitetos e construtores, para designar construções que causam mínimo impacto ambiental e buscam uma harmonia com o meio natural, utilizando fontes de energias renováveis como a solar e a eólica (ventos), materiais naturais locais e fazem uso racional da água, mas bem antes dos anos 80, apesar do termo BioArquitetura ainda não existir, desde os tempos imemoriais da civilização humana, a Arquitetura já praticava estes preceitos, os sistemas tradicionais do construir evoluídos com suas características próprias em cada região do planeta respondem as questões ambientais e sociais com eficácia, foi com o advento da era industrial dos séculos XIX e XX que a indústria da construção sobrepondo os sistemas tradicionais de construção se torna uma das maiores poluidoras do planeta (ver quadro abaixo), causando enorme impacto ambiental e social, lógico que antes da era industrial os assentamentos humanos principalmente os urbanos já causavam impacto ambiental, mas a escala desse impacto promovido no século XX é alarmante, e o pior é que não soluciona o problema do déficit habitacional produzindo habitações e construções de baixo nível de conforto e qualidade, esta situação nos obriga a um posicionamento por uma busca de uma melhor prática da Arquitetura, possível e factível e na sabedoria dos sistemas tradicionais de construção temos um conjunto de soluções criativas e inteligentes que podemos nos apoiar para esta melhor prática aliada às novas tecnologias, de modo que a chamada BioArquitetura vem em resposta a uma situação de crise ambiental, social e de identidade cultural.

Este olhar à essência do fazer da Arquitetura nos trará uma maior compreensão do nosso fazer atual, visa um equilíbrio, unindo a sabedoria das tradições ancestrais e milenares com os novos conhecimentos e as tecnologias “limpas” ou ecoeficientes, resultando em um novo fazer consciente e uma melhor prática que resgata o valor dos trabalhos manuais, dos materiais naturais renováveis e usa com mais consciência energia, água e os produtos industrializados, promovendo:


  • Reciclagem e técnicas de reutilização de materiais;

  • Pesquisa de novos produtos à base de matérias–primas naturais não agressivas e renováveis como óleos e resinas vegetais;

  • Desenvolvimento de novas maneiras de utilizar materiais de mercado com características agressivas ao meio ambiente diminuindo a quantidade empregada (petróleo, cimento, madeira, PVC, alumínio, etc...);

  • Sistemas energéticos que utilizam recursos naturais potencialmente renováveis (solar, eólico, biodigestor, óleos vegetais, etc...);

  • Sistemas de tratamento naturais dos efluentes domésticos (esgoto);

  • Novas visões de gestão da obra e da manutenção dos edifícios evitando desperdícios;

  • Educação para o consumo consciente;

  • Criar um ambiente construído saudável e não tóxico;

  • Valorização das pessoas, dos materiais e da cultura local.


A BioArquitetura está inserida nesta nova e ao mesmo tempo ancestral idéia de integrar o fazer humano com o meio ambiente em que se vive, estabelecendo com ele uma sinergia, uma cooperação entre Homem e Natureza, objetivando uma vida mais saudável para a humanidade e também para o planeta, entendendo o ser humano como parte integrante do meio natural e não separado dele. O abrigo construído pelo Homem deve ser compreendido como algo vivo com seu metabolismo próprio, que vai interagir com o Homem e o meio em que está, não só na fase de construção, mas principalmente durante o seu uso.


A Arquitetura neste início de milênio se depara com um novo paradigma: Evocar o passado e atuar consciente no presente para garantir um futuro comum para todos.


Fonte: Archidomus Arquitetura – Arquiteto Francisco Lima




21 de nov. de 2009

O anti-consumo já tem uma legião de adeptos na Internet




Os movimentos que lutam contra o consumismo e os grupos que promovem um consumo responsável se multiplicam e encontraram na internet um espaço de “evangelização”. Em geral, são grupos comprometidos com uma distribuição mais eqüitativa dos recursos – muitos deles têm origem religiosa – e questionam o consumo compulsivo e subordinado ao bombardeio de seduções do mercado.


Alguns, mais extremistas, até promovem o resgate dos dejetos do lixo.É o caso dos “freegans” (http://www.freegan.info/), que se autodefinem como “pessoas que desenvolvem estratégias alternativas para viver, baseadas no consumo mínimo de recursos”. Propõem até vasculhar o lixo em busca de “restos” que possam ser úteis. “Apesar dos estereótipos sociais sobre o lixo, os produtos que recolhemos são saudáveis”, afirmam.


Menos radicais são os integrantes do Simply Living (Vida Simples), um movimento que nasceu em 1973 nos Estados Unidos, convocando as pessoas para arrancar o Natal do embate comercial, e hoje defende um consumo responsável, limitado ao gasto com o que realmente é necessário e descartando frivolidades que nos levem a ter demais.Os movimentos que lutam contra o consumismo e os grupos que promovem um consumo responsável se multiplicam e encontraram na internet um espaço de “evangelização”.


Em geral, são grupos comprometidos com uma distribuição mais eqüitativa dos recursos – muitos deles têm origem religiosa – e questionam o consumo compulsivo e subordinado ao bombardeio de seduções do mercado. Alguns, mais extremistas, até promovem o resgate dos dejetos do lixo.


É o caso dos “freegans” (http://www.freegan.info/), que se autodefinem como “pessoas que desenvolvem estratégias alternativas para viver, baseadas no consumo mínimo de recursos”. Propõem até vasculhar o lixo em busca de “restos” que possam ser úteis. “Apesar dos estereótipos sociais sobre o lixo, os produtos que recolhemos são saudáveis”, afirmam.Menos radicais são os integrantes do Simply Living (Vida Simples), um movimento que nasceu em 1973 nos Estados Unidos, convocando as pessoas para arrancar o Natal do embate comercial, e hoje defende um consumo responsável, limitado ao gasto com o que realmente é necessário e descartando frivolidades que nos levem a ter demais.


Outro grupo mais popular é o Movimento Anticonsumo, que surgiu no Canadá e nas regiões mais liberais dos EUA. O livro Sem Logo [2. ed., Rio de Janeiro: Record, 2002], da Naomi Klein, é quase seu manifesto fundacional. As colocações giram em torno da premissa de que as grandes corporações estão roubando o poder legítimo das pessoas e alienando a população com falsas necessidades de consumo.


Nessa linha ideológica se inscreve a Adbusters, uma organização anticonsumista criada em 1989 por Kalle Lasn e Bill Schmalz. Em sua revista, rica em humor e crítica inteligente, busca iluminar os mecanismos através dos quais o mercado impulsiona ao consumo, destacando as suas contradições e mensagens duplas. Além disso, promovem a campanha Buy Nothing Day (Não compre nada hoje), que convida a ficar 24 horas sem comprar nada, para a qual granjeiam cada vez mais adeptos.Outro conhecido profeta antiglobalização e anticonsumo é o “Reverendo Billy”, um artista nova-iorquino que se tornou famoso por sua luta contra os abusos do consumismo. Mesmo que não seja religioso, fundou, junto com seus seguidores, a Igreja Pare de Comprar e prometem o ‘shopocalipsis’, o apocalipse das compras.


Um sítio muito visitado por pessoas de fala hispânica é http://www.sindinero.org/ que reúne conselhos e recursos para viver gratuitamente, fomentando “estilos de vida menos dependentes do dinheiro”.Também em espanhol, http://www.ecologistasenaccion.org/ reúne jovens e adultos que aspram a uma mudança social e ideológica em relação à forma como consumimos. E na Argentina, na página http://iconoclasistas.com.ar/, almas crioulas se somam a essa tendência.


FONTE:

Confira outras pautas sobre anticonsumo em http://transnet.ning.com/profiles/blog/list?tag=anti-consumo

A reportagem é de Georgina Elustondo e está publicada no jornal argentino Clarín, 15-03-2009. A tradução é do Cepat.

Postado por:

19 de nov. de 2009

Flor de Garrafa Pet


A Festa de 25 anos da Banda Ilha Bela, que aconteceu no dia 01/11/09 na praia do Jabaquara, foi decorada pela equipe do Recicla Flores.



A decoração do espaço manteve-se fiel ao conceito de reutilização de materiais e, as flores feitas de garrafa pet preencheram o jardim do restaurante com muitas formas e cores.



Grande parte do design das flores e das pinturas foram elaboradas pelos artistas Patrícia Pollone e Dennis Goebel Praça. Com amplo conhecimento em cenografia, decoração e artes plásticas, Dennis deu um toque especial às flores e agregou requinte na composição da decoração.






Recicla Flores está aberta para decoração de festas e eventos em geral...



7 de nov. de 2009

ECOVILAS

Ecovilas


Estamos ampliando atividades para o impulsionamento de comunidades que valorizem a autosustentabilidade, a cooperação entre as pessoas, novos ritmos e qualidade de vida; a aplicação da agroecologia, biodinâmica e da permacultura, uso de tecnologia de bioconstrução, entre outros.


A realidade das Ecovilas no Brasil pode ser caracterizada como um lançar de novas sementes puras ainda não controladas pelos grandes monopólios e sistemas tecnológicos. Através de exemplos valiosos podemos transformá-los para padrões mais sustentáveis, ocorre que novas formas de organização social podem levar a humanidade a obter novos e exponenciais saltos evolutivos, espirituais e culturais, ao mesmo tempo que estas áreas poderão ser preservadas e protegidas para o futuro.


ECOVILAS EM FORMAÇÃO NO BRASIL
  • Comunidade Arcádia
Localização - Campo Largo (PR)
dimensão - 30 alq
moradores - 20 famílias
OBS: Há uma cota à venda por U$ 5.000.00
  • Comunidade Omni
Localização - Pirinópolis (GO)
dimensão - 40 has
moradores -20 famílias
OBS: Há uma cota à venda por U$ 5.000
  • Comunidade Luz Divina
Localização - Itacaré (BA)
dimensão - 12 has
moradores - 1 família
OBS: Há uma cota à venda por U$ 4.000
  • Comunidade Aldeia do Sol
Localização - Cumuruxatiba (BA)
dimensão - 30 has
moradores - 5 famílias
OBS: Há cotasà venda por U$ 20.000
  • Comunidade Marsilac
Localização - Parelheiros (SP)
dimensão - NC
moradores -1 família
OBS: Cotas em negociação
  • Comunidade Morro Encantado
Localização - Praia do Rosa
dimensão - 8 has
moradores -em negociação
OBS: Cotas em negociação
  • Comunidade em Cabralia Distrito Santo André
Localização - Santo André Cabralia (BA)
dimensão - 6 has
moradores - em negociação
OBS: Cotas em negociação
  • Comunidade Curucaca
Localização - Bom Retiro Urubici (SC)
dimensão - 400 has
moradores -venda direto com proprietário
OBS: Cotas na face oeste entre 1.500 m2 à 3.3 has
  • Comunidade Projeto Aurora
Localização - Porto Amazonas entre outras (PR)
faeco@yahoogrupos.com.br

Recicla Flores
Permacultura e Bioconstrução

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