9 de out. de 2009

Compostagem - Parte 3

COMPOSTEIRAS


Neste capítulo, seguem os tipos de composteiras, como fazê-las e o que acrescentar em cada uma delas para produzir o Composto Orgânico!
Recicla na cozinha, aproveitando o máximo dos alimentos, cuidando do lixo que produz para que seja o menos agressivo possível ao meio e dando-lhe o destino adequado. Com as sobras da cozinha, você pode fazer um ótimo composto para utilizar na sua horta! Na cozinha temos uma grande quantidade de matéria orgânica que são os resíduos de alimento. Este material poderá ser processado através de métodos de compostagem para ser transformado em solo. Isto economiza tempo e dinheiro na cozinha e na horta.

Dentro ou fora de casa, qualquer um pode fazer adubo! Se você não tem um jardim, um pequeno espaço na garagem ou sacada é suficiente, ou até mesmo debaixo da pia da cozinha.

Para começar você vai precisar de 2 recipientes (tambor de plástico de 40 a 80 L) com tampa.
Um recipiente de adubo é para iniciar o processo; Quando o primeiro estiver cheio você começa encher o segundo. E quando o segundo estiver cheio, o primeiro estará pronto para ser usado e pode ser esvaziado.

Sozinhos, os restos de comida são muito molhados para fazer o adubo, por isso precisa de palha, folhas secas, pedaços de jornal (sem tinta colorida ou papel brilhante), serragem (de madeira não tratada), papel cartão ou casca de coco. Tenha um balde de materiais secos ao lado do recipiente 1 e um balde de terra(coletada na base de uma árvore saudável) para colocar junto aos restos de comida.

Acrescente primeiro no recipiente:

  • alguns centímetros de materiais secos no fundo
  • jogue os restos de cozinha do dia por cima
  • cubra os restos com a mesma quantidade de materiais secos
  • Jogue uma mão cheia de terra saudável, um pouco de cal ou cinza de madeira.
  • Continue o processo até encher o recipiente! Mas antes, vire a pilha frequentemente para permitir a entrada de ar (1x por semana). Misture o conteúdo a cada semana com uma pá de adubo ou pequeno revolvedor de adubo.
  • O composto vai estar pronto em aproximadamente 45 a 60 dias. Mais algumas dicas, seguem no desenho a baixo.


# Composteira giratória
A lata de compostagem giratória é perfeita para as pequenas hortas urbanas. As sobras da cozinha, palha ou folhas são colocadas dentro de um barril com uma pequena quantidade de água.
Ao invés de virar a compostagem com um garfo, você gira o barril e, este sistema pode ser feito rapidamente (em menos de um mês).
O conteúdo de uma semana do seu lixinho de cozinha pode ser acrescentado pela portinhola na lateral do barril. Feche a portinhola e vire a manivela.
Este tipo de lata é pintada de preto, furada para permitir a saída da água em excesso e a manivela ajuda a girar o barril.



# Minhocário


Criar um minhocário urbano pode auxiliar a reciclar restos de comida ou transformar o adubo em húmus valioso. Para esta fazenda de minhocas, você vai precisar de um latão ou tambor (500 ml), torneirinha acoplada, cascalho, pedaço de tela sombrite, pedaço de arame, minhocas, composto, restos de comida (sem carnes), papelão sem cor e folhas secas e mais um pedaço de papelão como tampa.

  • Faça um pequeno buraco no barril distante aproximadamente 10 cm da base. Encaixe a torneirinha.
  • Coloque o cascalho ou tijolos na parte de baixo do barril e o pedaço de tela sombrite em cima, amarrada com um arame para não sair.
  • Coloque o composto umedecido.
  • Coloque as minhocas em cima do composto.
  • Espere por 3 dias e acrescente os restos de comida, papelão e folhas secas.
  • Faça uma tampa com buracos no papelão e cubra o topo para proteger.
  • Sempre acrescente restos de alimentos na parte de cima para alimentar as minhocas.


Depois de 45 dias o húmus estará pronto, coloque a peneira no topo, encostando o material e coloque restos de comida em cima. As minhocas passarão pelos furinhos da peneira e você pode então retirar o húmus de dento do barril e repetir todos os passos anteriores.





- ACRESCENTE EM SUA LATA DE COMPOSTAGEMRestos de frutas e vegetais, incluindo cascas de banana e decebolas, flores, batata,e outros ítens: ovos, pó de café e papel filtro usados, cinza ou serragem, papelão, caixas de ovos, cabelos, fósforos, pão velho, leite, cascas de nozes, queijo mofado, yogurt, arroz e penas.

- NÃO ACRESCENTE EM SUA LATA DE COMPOSTAGEMNão é uma boa idéia acrescentar alimentos tais como carne, frango e peixe, nem fezes de gato e cahorro na sua lata de compostagem urbana, uma vez que estes liberam odores fortes e que atraem ratos.
Não coloque fraldas descartáveis, que tem plástico, nem papel brilhante de revistas, pois este tipo de papel libera toxinas.



O segredo do sucesso da compostagem é ter uma boa mistura de materiais e uma dose adequada de umidade. Se a compostagem for muito úmida, vai terminar um lodo fedorento, se o monte estiver muito seco vai levar mais tempo, então acrescente água e cubra com folhas para reter a umidade.
Lembre-se de acrescentar 3x mais materiais secos, como folhas e gramas do que lixo fresco, como os restos de cozinha. Jogue um pouco de água a cada poucas camadas para manter a umidade. Para apressar o processo de compostagem, simplismente, corte em pedaços os materiais antes de colocá-los na lata de compostagem.


Fonte: Soluções Sustentáveis 1a edição - Permacultura Urbana - (Lucia Legan) - ECOCENTRO/IPEC


5 de out. de 2009

Compostagem - Parte 2


Quais são os benefícios trazidos pelo composto orgânico?


* Benefícios físicos

A adição de composto orgânico reduz a densidade do solo, tornando-o mais fácil de ser trabalhado e mais poroso, aumenta a sua permeabilidade à água e aos gases, reduzindo dessa forma a erosão. O composto orgânico resiste à compactação em solos de textura fina e aumenta a capacidade de retenção de água e melhora a agregação em terrenos de textura granulada (arenosos). A adição de composto orgânico pode também gerar uma maior resistência aos períodos de secas e propiciar uma utilização mais eficiente da água. Portanto, a freqüência e a intensidade da irrigação podem ser reduzidas. A terra misturada ao composto torna-se rica em nutrientes e fica mais escura, fazendo com que absorva mais calor do que o solo sem o composto orgânico, tornando-o um meio ambiente mais favorável para a lavoura e o cultivo de plantas ornamentais.


* Benefícios químicos

Os principais elementos encontrados no composto são o nitrogênio, o potássio, o ferro, o fósforo, o enxofre e o cálcio. Esses elementos variam em quantidade, de acordo com a composição original do aprovisionamento e do processo de compostagem usado. As percentagens de N-P-K no composto orgânico acabado são relativamente baixas, mas o benefício trazido por elas acontece devido à liberação de nitrogênio e fósforo no solo em proporções que, embora baixas, podem ser usadas pelas plantas e não são perdidas por causa da lixiviação.

A adição do composto ao solo pode modificar o pH da mistura final. Dependendo do pH do composto orgânico e do solo original, o acréscimo do composto pode elevar ou reduzir o pH da mistura terra/composto orgânico. Portanto, quando se mistura um composto que tenha o pH variando de neutro a levemente alcalino a um solo de pH ácido, isso aumentará o pH do solo se forem respeitadas as proporções adequadas. Em condições específicas, descobriu-se que o composto orgânico afeta o pH do solo mesmo quando e aplicado em pequenas quantidades, como por exemplo: 20-50 toneladas por hectare (10.000 m2).

O composto orgânico irá também melhorar a capacidade de troca de cátions dos terrenos, capacitando-os a reter nutrientes por mais tempo. Isso, da mesma forma, permitirá que as plantações utilizem mais apropriadamente os nutrientes e que a perda desses últimos pela lixiviação seja reduzida. O aumento da capacidade de troca de cátions dos solos arenosos pela adição de composto orgânico pode melhorar grandemente a retenção de nutrientes para as plantas na zona da raiz.


* Benefícios biológicos

A atividade dos organismos do solo é essencial para a produtividade do solo e para obtenção de plantas saudáveis. Sua atividade é baseada, fundamentalmente, na presença de matéria orgânica. Os microorganismos presentes no solo incluem as bactérias, os protozoários, os actinomicetos e os fungos.

Os microorganismos têm um papel importante na decomposição da matéria orgânica que, por sua vez, leva à formação de húmus e ao aumento da disponibilidade de nutrientes. Os microorganismos podem também melhorar a atividade das raízes como acontece com fungos específicos que agem em simbiose com as raízes das plantas, ajudando-as na obtenção de nutrientes do solo. O aumento da quantidade de minhocas também pode ser incentivado se houver níveis adequados de nutrientes. Elas fazem com que a infiltração de água e a aeração sejam aumentadas através da construção de seus túneis.


Na próxima postagem, vejam os tipos de composteiras.


1 de out. de 2009

Compostagem - Parte 1


Já ouvimos falar neste termo algumas vezes, mas nem sempre nos atentamos ao que realmente é! Se a sua casa e/ou o local onde você reside acumula muito lixo, seguem algumas informações de como minimizar o lixo orgânico, produzir material orgânico para hortas e jardins.


Compostagem é o método usado para potencializar o processo natural de decomposição e, assim, transformar materiais orgânicos – qualquer coisa desde esterco e espigas de milho até grama e papel usado – em composto orgânico, um material com aparência de húmus que traz grandes benefícios ambientais. Em áreas verdes, as folhas e galhos que caem no chão da floresta formam uma cobertura úmida e rica em nutrientes que protege as raízes e serve de lar para organismos que têm importância fundamental na reciclagem que ocorre na natureza: as minhocas, os insetos e um sem-número de microorganismos e bactérias. Durante a compostagem, essas criaturas usam a matéria-prima que nós fornecemos como alimento, desprendendo vapor d’água, calor e dióxido de carbono. Havendo o controle adequado do ar e da umidade, o processo de compostagem pode transformar grandes quantidades de matéria orgânica em composto orgânico num espaço de tempo relativamente curto. Um bom exemplo em pequena escala é um monte de composto orgânico num quintal. Materiais de origem vegetal ainda verdes (grama, sobras de vegetais de cozinha e restos de podas de flores) misturados a outros já secos (ramos, folhas secas e papel toalha usado), numa proporção de 1:3, fornecem um equilíbrio de nitrogênio e carbono que ajuda os micróbios a decompor eficientemente esses materiais.


A compostagem pode reaproveitar uma quantidade substancial de resíduos que iriam para aterros ou incineradores. É um complemento às formas tradicionais de reciclagem. Mas a compostagem não é usada apenas para a redução de volume ou como sistema de reaproveitamento. De muitas formas, a compostagem fecha o ciclo da reciclagem e contribui positivamente com o meio ambiente. A compostagem recicla os resíduos orgânicos e os devolve ao solo, aumentando a sua fertilidade, ajudando no controle da erosão, restaurando alagados e purificando a terra através da correção ecológica do solo.


Em um recente estudo realizado na Califórnia, verificou-se que a adição de materiais compostáveis à coleta de materiais recicláveis aumentou os índices de reaproveitamento de 16% para 58%. Em um estudo similar realizado em Connecticut, a adição de materiais compostáveis aumentou os índices de reaproveitamento de 40% para 70%.


A compostagem é um tipo de reciclagem e é considerada como tal pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA). A compreensão pública da compostagem começa nos quintais, onde milhões de pessoas fazem compostagem doméstica para reduzir a quantidade de material que segue juntamente com os resíduos sólidos na coleta municipal. Muitos recipientes são financiados pela própria comunidade. A compostagem é essencial para que sejam alcançadas as rigorosas metas de reciclagem estabelecidas pelo governo. Atualmente, cerca de 25 estados consideram a compostagem feita nos quintais como reciclagem, e 15 contabilizam normalmente a compostagem de resíduos sólidos em suas metas estaduais de reciclagem. Isso continuará a aumentar porque a compostagem pode ser usada para reciclar uma grande fração da produção municipal de resíduos sólidos. A adição da compostagem à reciclagem tradicional pode fazer com que haja o reaproveitamento de forma benéfica de aproximadamente 70% dos resíduos em vez de jogá-los fora como é feito na coleta tradicional.



A EPA estabeleceu uma hierarquia para o gerenciamento de resíduos sólidos que tem como prioridade número um a redução de fontes geradoras de resíduos, seguida pela compostagem/reciclagem, recuperação energética e aterros sanitários. Em Challenge for the 90’s (1991), de autoria da EPA, a compostagem é apontada como peça-chave no reaproveitamento de resíduos orgânicos que iriam para os incineradores e aterros. Acrescente-se a isso o fato de que a EPA reconheceu a compostagem como método de controle de poluição de fonte difusa. Nesse contexto, o uso de composto orgânico ajuda a prevenir a poluição de rios e lagos através da perda excessiva de nutrientes causada pela água da chuva.


O composto orgânico é o produto final relativamente estável da compostagem. Os termos “húmus” e “composto orgânico” são freqüentemente usados para designar o mesmo produto. O composto é rico em nutrientes e matéria orgânica e altamente benéfico ao solo e aos cultivos realizados nesse solo.



22 de set. de 2009

Banheiro Seco

O Banheiro Seco é uma alternativa ecológica ao banheiro comum (que utiliza água para levar os dejetos até centros de tratamento ou diretamente aos arroios e rios).

O banheiro seco não produz maus odores e não consome nada de água. É uma alternativa ecológica porque considera os ciclos naturais. O sistema de banheiro com descarga é um sistema altamente poluidor e gera grandes gastos com encanamentos, tratamento, além de problemas de saúde pública.

Ele parece um banheiro normal, mas as fezes não somem. As fezes ficam então secas e é preciso ainda jogar um pouco de serragem sobre elas. Existem vários modelos de banheiro seco e todos eles são completamente sem cheiro, quando bem feitos! As fezes podem ser coletadas num grande tonel abaixo da patente (bem vedado) e ao estar cheio, é trocado e o tonél passa por um período de tempo fechado (6 meses) e após isso, mais 6 meses em uma composteira, de onde sai adubo excelente para árvores frutíferas.

Outro modelo é o da rampa, onde as fezes vão rolando e se acumulam numa caixa inclinada, com orientação solar norte, e com uma chaminé por onde saem os gases produzidos na decomposição.

Fonte: IPEMA

12 de set. de 2009

Curso Avançado de Educação em Permacultura




De 09 a 12 de Outubro de 2009.


Curso prático, interativo e participativo destinado a permacultores, educadores, pessoas com intenções de auxiliar outras a aprenderem permacultura e professores (como educação ambiental) com interesse em trabalhar de uma maneira mais interativa e participativa.

PALESTRANTE:

SKYE - Instituto de Permacultura do Cerrado/Pantanal (IPCP), Campo Grande/MS Natural de Melbourne, Austrália. Ministrou Cursos de Permacultura na Austrália, México, Japão, Kênia, África do Sul, Cuba, Inglaterra, Alemanha e Argentina. Residente por 10 anos em Crystal Waters Permaculture Village, considerada uma das três melhores do mundo por ser o melhor centro de experiências em Permacultura e Ecovilas da Austrália. Co-autor do livro "Manual for Teaching Permaculture Creatively" (Manual para Ensinar Permacultura Criativamente).


Ministrou Curso Avançado em Facilitação de Ensinamentos para a Associação de Mestres de Permacultura nos Estados do leste dos Estados Unidos. Co-fundador da Instituição Earthcare Enterprises, especializada em organizar e ensinar cursos de Certificado de Design de Permacultura, onde foi focalizador por 6 anos em mais de 30 cursos. Co-fundador e sócio da Geelong Permaculture Design Collective, consultoria em permacultura. Foi Diretor de Educação no Instituto de Permacultura do México difundindo suas técnicas por diversos estados deste país.


INVESTIMENTO:

Estudante: R$ 360,00 ou 2 x R$ 195,00
Profissional: R$ 395,00 ou 2 x R$ 215,00
Informações:
cursonoipema@yahoo.com.br ou Telefone 12 3848 2682


7 de set. de 2009

Curso de Design em Permacultura

O curso é uma imersão prática nos conceitos e princípios do planejamento para uma cultura permanente. Envolve exposições teóricas e exercícios de aprofundamento prático. Os participantes executam a análise e o design de uma propriedade a partir de fundamentos apreendidos.

O programa inclui as 72 horas básicas determinadas no programa oficial da Permacultura, de acordo com o estabelecido por Bill Mollison em seu livro texto para a disciplina “Permaculture – A Designer’s Manual”.

De modo resumido os temas abordados serão os seguintes: Introdução (generalidades), Design (princípios), ética e padrões, solo e água como uma unidade, manejo das zonas (com vegetais e animais), florestas, construções (Zona 1) e a realização do Design por parte das equipes (pequenos grupos) de participantes.

Literatura recomendada

Em português:
“Introdução à permacultura” – Bill Mollison
“Permacultura um” - Bill Mollison
“Os Fundamentos da Permacultura” – David Holmgren

Em inglês:
“Permaculture – A designer’s manual” - Bill Mollison
“Permaculture two – ” Bill Mollison
“Fermente and human nutrition” - Bill Mollison
“Earth user’s guide to permaculture” – Rosemary Morrow
“Chicken tractor” – Andy Lee, Pat Foreman
“ The straw bale house” – Steen, Stee and Bainbridge
“ The solar home” – Mark Freemann

Local: Chácara Boa Vista. Curitiba - Pr
Data: 26/9/2009
Duração: 9 dia(s)
Carga Horária: 72 horas
Contato: kksprenger@gmail.com
Ministrante: Jorge Timmermann

Inscrição: Para o bom andamento do curso as vagas serão limitadas em 20.A inscrição deverá ser feita até dia 20/09/2009R$ 100,00 (cem reais) – depósito bancário e R$ 520,00 (quinhentos e vinte reais) pagos até o início do curso.

fonte: http://www.permear.org.br/

Recicla Flores
Permacultura e Bioconstrução

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